Segundo pesquisa da prefeitura da cidade, no Grande Recife, 20% dos estudantes da rede municipal não têm como entrar, de casa, na rede de computadores.

Pesquisa mostra dificuldade de alunos para ter aula pela intyernet, em Paulista, no Grande Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

A pandemia do novo coronavírus obrigou escolas e alunos a ficar afastados. Aulas, por enquanto, apenas de forma remota. O problema é que nem todos os estudantes, sobretudo os das redes públicas, têm conexão com a internet, com qualidade suficiente para acessar o conteúdo de casa. Segundo pesquisa da prefeitura de Paulista, no Grande Recife, 20% dos matriculados nas escolas municipais não têm como entrar na rede de computadores.

pesquisa, feita com quase cinco mil famílias de alunos, também apontou que 65% têm acesso à conexão banda de larga, enquanto 15% usam a rede do celular, além dos 20% que não têm internet. Nem sempre, no entanto, a velocidade é adequada para acompanhar o material disponibilizado.

Os desafios não param aí. Dos alunos pesquisados, cerca de 62% acessam às aulas pelo celular. Só pouco mais de 5% têm computador para ver o conteúdo.

E 28% dos estudantes não têm nenhum dos dois recursos, mesmo que, em suas casas, exista a conexão com a internet.

De acordo com a gerente de Apoio Discente e Articulação Comunitária da Secretaria de Educação de Paulista, Valdenize Honório, a prefeitura já pensa em fazer a reposição de atividades para evitar mais prejuízos aos alunos que não conseguiram acompanhar as aulas.

Segundo ela os alunos têm o interesse em participar das aulas, mas nem sempre conseguem. E o resultado da pesquisa, informou Honório, já era esperado pela prefeitura.

De fato, foi comprovado, de acordo com o município, que o acesso é restrito. “Não poderemos desconsiderar esse percentual tão alto de estudantes que não conseguiram acessar a internet para acompanhar essas atividades”, afirmou.

Estado
Na rede estadual, a maior preocupação com a aplicação do conteúdo é com o pessoal do ensino médio, sobretudo, com aqueles inscritos no exame nacional, o Enem. Nesta quarta, o governo federal anunciou que as provas ocorrerão em 17 e 24 de janeiro de 2021.

Para Bárbara, aluno de uma escola estadual, há muita dificuldade para aprender pela internet e para concorrer com estudantes que estão se preparando de forma adequada, durante a pandemia.

“Numa videochamada com os professores, não existe o mesmo conforto de quem está em uma aula presencial. Por isso, é mais difícil se adaptar a essa nova forma de ensino”, disse.

A secretaria de Educação de Pernambuco informou que, desde a suspensão das atividades, estão sendo transmitidas aulas por canais de televisão e pela internet.

“Elas são transmitidas, ao vivo, todos os dias pelas redes sociais e pelos canais públicos”, ressaltou o secretário Fred Amâncio.

Em 30 de junho, o governo anunciou que as aulas presencias estão suspensas até 31 de julho. O decreto foi assinado justamente a data de encerramento da validade da norma anterior. As atividades foram interrompidas em 18 de março.

No estado. mais de 315 mil estudantes estão inscritos no Enem. Para o secretário é justamente esse público que enfrentará o maior desafio para recuperar o conteúdo, por causa da pandemia. “O primeiro grupo que vai retornar é o pessoal do 3 ano do 3º ano do ensino médio”, afirmou.

Fonte: G1 PE