Jorge Carreiro, que assumiu a prefeitura na última terça-feira (21), afirmou que unidade de saúde só recebeu 20 pacientes até o momento

Hospital com 60 leitos de retaguarda foi inaugurado em 11 de maio - FOTO: Divulgação/ Prefeitura de Paulista

Em funcionamento desde o último dia 11 de maio, o Hospital de Campanha montado em Paulista, no Grande Recife, para atender pacientes com suspeita ou confirmação do novo coronavírus (covid-19) poderá ser fechado. O prefeito Jorge Carreiro (PV), que assumiu a gestão na ultima terça-feira (21) após o afastamento do ex-chefe do Executivo municipal Júnior Matuto (PSB) por irregularidades na gestão, deverá procurar o Governo de Pernambuco e pedir a transferência dos pacientes para rede estadual.

Segundo ele, desde que o hospital foi inaugurado, pouco mais de 20 pacientes foram atendidos. Atualmente, a estrutura, que conta com 60 leitos de retaguarda exclusivos para o combate à covid, tem apenas um paciente em internação. Ainda de acordo com Jorge Carreiro, além dos R$ 2,5 milhões investidos para a abertura da unidade de saúde emergencial, o hospital de campanha custa aos cofres municipais R$ 1,2 milhão mensal.

“O hospital está funcionando, todos os serviços estão mantidos, mas a ocupação sempre foi muito baixa. Se a rede estadual tiver capacidade de atender esses pacientes, eles serão transferidos e a unidade fechada”, afirmou Carreiro. Segundo ele, os recursos poderão ser direcionados e melhor aproveitados em outras áreas.

Ainda de acordo com o prefeito, a atual gestão tem dificuldades em conseguir informações com o governo de Júnior Matuto. Na última quarta-feira (22), Jorge Carreiro fez um ofício endereçado a Fabiana Damo Bernart, antiga secretária de Saúde do município. O JC teve acesso ao documento na íntegra. No ofício, o novo prefeito pede informações sobre o Hospital de Campanha, Unidades de Saúde da Família (USF) que teriam sido fechadas durante a gestão, contratos com fornecedores, testagem da covid, além de informações sobre o Samu do município e listagem de cargos comissionados. O documento está assinado por ambos, mas segundo Carreiro, nenhuma resposta foi dada. O chefe do Executivo municipal decidiu, então, exonerar funcionários.

Dos R$ 2,5 milhões investidos para a construção da unidade de saúde, localizada no bairro do Nobre, R$ 2 milhões foram oriundos do Ministério da Saúde (MS). O restante foi injetado pela própria prefeitura, de acordo com comunicado emitido no dia da inauguração. Nem Matuto nem a então secretária de Saúde do município participaram da inauguração. Na época, a justificativa foi de que ambos estavam cumprindo distanciamento social.

Casos
O último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, nesta quinta-feira (23), informa que o município de Paulista tem 1.276 casos de Síndrome Respiratória Grave (Srag), que representa a forma grave da doença, confirmados até esta data.

Fonte: JC