prefeituras alertam sobre perigos do contato com o óleo nas praias

As prefeituras de Jaboatão dos Guararapes e de Paulista divulgaram materiais nesta quinta-feira (24) alertando para os perigos do contato direto com as manchas de óleo nas praias. Segundo especialistas, o material, que é óleo cru, pode acarretar diversos danos à saúde, entre eles doenças respiratórias e câncer.

Dentre os municípios atingidos, Jaboatão foi o único que, desde o surgimento das manchas, evitou o contato de voluntários com o óleo.

Em Jaboatão foi lançada uma campanha sobre como as pessoas devem proceder caso encontrem as manchas nas praias do município. A orientação é de que não se pode ter contato com o material e que, ao avistar o resíduo, a pessoa deve procurar a prefeitura imediatamente para que sejam enviadas equipes de limpeza.

Na sexta (25), a Secretaria Municipal de Saúde do Jaboatão dos Guararapes fará capacitação voltada aos profissionais da rede pública sobre o manuseio do óleo que tem sido encontrado na orla. Também deve ser tratada a implementação de protocolos de atendimento aos usuários que, porventura, tenham entrado em contato com o material.

Segundo a prefeitura, participarão do treinamento, que será realizado no auditório da Faculdade dos Guararapes e no Centro Municipal de Qualificação Profissional, em Piedade, cerca de 200 servidores, entre agentes comunitários de saúde, médicos, dentistas e enfermeiros.

Orientação em Jaboatão

Em Paulista, a gestão municipal também emitiu um alerta, nesta quinta, sobre os perigos do banho de mar nos locais onde foram encontradas manchas de óleo cru. A prefeitura afirma que a recomendação vem de especialistas, que orientam as pessoas para evitar contatos físicos com o material.

Segundo Paulista, o óleo encontrado já que possui um alto teor de contaminação, podendo trazer prejuízos à saúde a curto e médio prazo, gerando doenças na pele, no sistema respiratório e a longo prazo, podendo causar até doenças graves como o câncer.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente, Roberto Couto, informou que o município não possui competência legal de interditar um espaço público, como as praias, proibindo o acesso dos banhistas. “O máximo que podemos fazer é recomendar a população para que não entrem no mar, enquanto não sair o laudo técnico da análise da água nestes trechos atingidos pelo óleo. Estamos alinhando com a secretaria do Meio Ambiente do Estado para, juntos, providenciarmos este laudo o mais rápido possível”, afirmou.

Os pontos críticos onde chegaram as manchas de óleo foram em dois locais no Janga: por trás dos correios, onde o volume foi bastante significativo, e próximo à Praça das Quatro Torres. Já em Pau Amarelo, próximo à Padaria Praieira, e por trás do Forte.

A prefeitura de Paulista afirma que tem feito um monitoramento constante desde o dia 18 de outubro. A primeira mancha surgiu às 11h da quinta-feira (23), nas pedras de contenção da orla, em frente à Rua Solmar, onde numa ação em tempo real da prefeitura do Paulista, ONG’s e voluntários, em quatro horas, foram recolhidas cerca de 25 toneladas de óleo do mar e das pedras.

Igarassu aguarda manchas
A prefeitura de Igarassu está em alerta vai monitorando as áreas de praia e manguezal do município para acompanhar o possível aparecimento dos resíduos de óleo nas águas. Representantes da Secretaria de Meio Ambiente fizeram uma nova vistoria nesta quinta (24) pela região das praias da Ilhota Coroa do Avião, e do Capitão/Mangue Seco.

Segundo a gestão, o acompanhamento está sendo feito por integrantes do Comitê de Controle e Mitigação de Desastres Ambientais. A prefeitura afirma que não foram encontrados resíduos tóxicos durante a vistoria realizada de barco, apesar da contaminação de algumas praias do litoral norte.

Igarassu tem cerca de 3,5 mil pescadores sendo sete marisqueiros a cada 10 pescadores. Um telefone celular – (81) 99125.4822 – está funcionando 24 horas para receber possíveis denúncias da presença de manchas de óleo nas praias ou manguezal da cidade.

Fonte: Blog de Jamildo